Vencendo Desafios: como tudo começou

Annallyezy, jornalista que estudou na Universidade Estadual da Paraiba- UEPB mostra os desafios enfrentados durante sua formação, expondo seu projeto “Deficiência, Aceitar, Superar e Vencer”.

Apresentação de conteúdo na

Annellyezy falando em pé com vestido azul. Logo atrás mesa retangular com cadeiras e slide em data show com o nome "Introdução -A Mídia: uma difusão de conteúdos

Apresentação na formação de professores do CEDUC- CG

Reportagem: Morgana Pereira                                                                 Revisão: Annellyezy Aparecida

      Deficiência auditiva é o nome usado o para indicar perda de audição ou diminuição na capacidade de escutar os sons. Qualquer problema que ocorra em alguma das partes do ouvido pode levar a uma deficiência na audição. O dia Nacional da deficiência auditiva é comemorado em 26 de setembro onde o principal objetivo desta data é desenvolver a reflexão sobre os direitos e inclusão das pessoas com deficiência auditiva na sociedade. Atualmente, exima-se que existam aproximadamente 45 milhões de brasileiros com algum grau de deficiência auditiva. Existindo também a possibilidade da reabilitação auditiva  com o auxílio de dispositivos eletrônicos, como o uso de aparelhos de amplificação sonora individuais (AASI) e implantes cocleares que ajudam aos surdos ouvirem.

     Annellyezy Aparecida, 23 anos, recém formada em jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba- UEPB, possui perda auditiva, usa aparelhos, é oralizada e fez da sua deficiência a motivação para escrever o seu projeto de conclusão de curso apresentado em julho de 2018. Com o resultado, Annellyezy apresentou a sua pesquisa intitulada: “Projeto ‘Deficiência: Aceitar, Superar e Vencer’: da  Produção à Exposição do Conteúdo” como mostra o seu trabalho de conclusão de curso – TCC. Sendo orientada pelo professor Luiz Custodio.

Annellyezy com calça azul e blusa branca em pé ao lado de slide de data show em que está escrito "Considerações finais". No lado direito cadeiras com pessoas sentadas.

Apresentação do Tcc

     A aluna desenvolveu um projeto intitulado “Deficiência, Aceitar, superar e Vencer” contando em formato audiovisual a história de pessoas com deficiência na Paraíba. O projeto foi apresentado em algumas instituições de Campina Grande-Pb, entre elas a Associação de País e Amigos dos Excepcionais (APAE); o Instituto dos Cegos; a escola Municipal Professor Anísio Teixeira; III formação continuada do Programa Salas de Recursos Multifuncionais da secretaria de educação;  e na amostra audiovisual do III congresso Internacional de Educação Inclusiva (III CINTEDI).

    O Professor da universidade Estadual da Paraíba -UPEB, Luís Custódio da Silva orientador do seu trabalho de conclusão do curso falou sobre a importância deste trabalho para a sociedade que começou a ser desenvolvido na disciplina “Comunicação e Terceiro Setor”: “é uma experiência que pode ser denominada de Projeto de Intervenção; trata-se de uma experiência de fundamental importância acadêmica e social”, disse.

     Ainda segundo o professor as universidades devem trabalhar mais profundamente esse tipo de atividade com essa e tantas outras temáticas voltadas para a inclusão social tendo um compromisso educativo, cultural, cientifico e político. Procurar educar e conscientizar os segmentos sociais para novas ações cívicas e cidadãs. Annallyezy foi muito feliz na escolha dessa temática para o seu TCC, realizado com muita competência e paciência. Enfrentou muitos desafios e teve a falta de atenção de educadores que atuam nessa área do conhecimento na própria cidade de Boqueirão, onde ela reside.

    Trata-se, em suma, de um projeto de inclusão social, onde várias áreas do conhecimento agregam valores, competências teóricas e metodológicas para a melhoria do desempenho dos segmentos sociais de quem apresentam algum tipo de deficiência: “luto muito para que o jornalismo e outras áreas da comunicação social possam contribuir de forma eficaz e competente, para os vários níveis de inclusão social na sociedade contemporânea”, disse a autora do projeto. O TCC da Jornalista em apreço, cumpre de forma extraordinária esse objetivo.

Annellyezy com vestido florido em palco segurando microfone ao lado de uma caixa de som. Logo em frente um birô com notebook. Atrás um slide em data show com o nome do projeto: "Deficiência, Aceitar, Superar e Vencer".

Apresentado no dia 26 de maio de 2017 na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Campina Grande na Paraíba para alunos, professores e visitantes da instituição.

     Anteriormente ao TCC, no terceiro período ela fez  uma reportagem sobre educação inclusiva na cidade de Boqueirão para a disciplina de “Jornalismo Impresso II”, onde teve a oportunidade de conversar com o secretário de educação para saber como está a acessibilidade nas escolas, isso foi de extrema importância para a sua formação acadêmica.

     Teresinha de Jesus Oliveira , professora de Geografia e mãe de Annellyezy conta que ela tem uma perda auditiva desde criança, que foi evoluindo aos poucos entre a infância e adolescência, isto nunca a impediu de estudar e tirar boas notas. Na escola sempre foi uma aluna muito responsável e as vezes perfeccionistas. Estudou em escolas particulares e públicas e tinha um sonho de chegar a universidade, em que conseguiu em 2014 ao passar para o curso de Jornalismo. Na universidade continuou se dedicando aos estudos, apesar das dificuldades ao longo do curso, principalmente por morar em outro município.

Sala de aula com cadeiras. No centro: Teresinha de calça e blusa, óculos e segurando papel ao lado da filha Annellyezy de blusa branca, calça azul e óculos; ambas sorridentes.

Apresentação do TCC ao lado da sua mãe Teresinha

    “Esta experiência foi bastante proveitosa, pois pude contribuir com o seu desempenho; a cada apresentação do projeto. Isso me deixou orgulhosa ao ver seu esforço, sua força de vontade ao tentar fazer melhor a cada apresentação. Dessa forma a minha contribuição era de acompanha-la nos lugares e juntas montamos os equipamentos usados na entrevista, por exemplo. Os contatos geralmente ela fazia através das redes sociais, com indicação de amigos e familiares. Em algumas entrevistas ela fez com ajuda dos colegas da turma, e outras ela fez sozinha. Mas nas apresentações, eu sempre estive presente, as vezes até perguntavam se eu era a orientadora”, conta dona Teresinha.

     O conteúdo é bastante interessante por ressaltar a deficiência, questão que deve ser bastante discutida, pois muitas pessoas com deficiência sofrem preconceito devido à falta de conhecimento e a ignorância da sociedade, sendo as vezes este preconceito gerado dentro da própria família. No trabalho foi mostrado várias pessoas com deficiência, que viviam sua vida como a maioria, estudavam, trabalhavam, construíam suas famílias e outros; contrariando o errôneo pensamento social de que “deficiência gera incapacidade”. Isso conclui que ninguém é igual a ninguém, que todas as pessoas são diferentes e merecem respeito e amor.

     Com dois Blogs, ainda quando estudante, a Jornalista organizava seus trabalhos escolares da universidade, um chamado “Mundo em Realidade” e o outro sobre o projeto “Deficiência, Aceitar, Superar e vencer “, onde os conteúdos eram feitos de forma acessível para as pessoas que têm deficiência, tendo legendas e interprete de Libras para surdos, descrições dos vídeos para pessoas com cegueira ou baixa visão. Mostrando a sociedade que existem pessoas com deficiências que conseguem vencer a cada dia.

João andando em rua calçada e casas laterais esquerda e direita.

João Marinho.

     João Marinho de Oliveira, 43 anos, tem deficiência física desde os três anos de idade devido uma paralisia infantil. Se tornou técnico em enfermagem, é natural de Boqueirão-PB, mas mora em Campina Grande devido ao trabalho e estudos. Para ele o projeto foi de grande importância onde teve a oportunidade de mostrar a realidade de pessoas com deficiência. Assim podendo estas pessoas mostrar seus talentos, seja ele qual for.

   “O trabalho mostra a realidade de pessoas com deficiência, divulgando as necessidades e dificuldades, mostra que pessoas com alguma deficiência podem desenvolver outras funções, incentivar outras pessoas a se valorizar mais para conseguir conquistar seus objetivos. Em que não devemos desistir de nossos sonhos por causa das dificuldades que as pessoas com deficiência passam diariamente. Podemos mostrar para muitas pessoas através das redes sociais que nós somos capazes dentro da nossa realidade”. João é tio de Annellyezy; e através do projeto pode mostrar suas experiências e lutas servindo de incentivo para outras pessoas.

     Segundo a autora do projeto, a superação é algo diário, que quando você tem alguma meta em sua vida, deve lutar por ela tentando conquistar, aquilo que deseja, a superação é algo que deve ser conquistado com esforço todos os dias. Vencer é lutar pelos seus objetivos com persistência. Aceitar de fato quem você é, aceitar que apesar das suas necessidades por ter alguma deficiência, é capaz de chegar a algum lugar assim como qualquer outra pessoa.

Ao ar livre: Annellyezy sentada com teclado tocando, ela está olhando para o lado. No fundo plantas desfocadas.

Tocando teclado

     Com esforço e dedicação Annellyezy aprendeu a tocar teclado, através do método de partituras; e desenhar para que pudesse ilustrar aquilo que escrevia: poemas, contos, fabulas crônicas e artigos de opinião. Além ter escrito um livro literário que fala sobre deficiência, ilustrado por ela mesma, que conta a história de uma orquestra chamada ”Aceitação” composta por alguns animais com deficiência, onde cada um deles mostram suas necessidades e conseguem vencer, o livro foi feito todo em poema e rimas tendo a ideia da musicalidade e em breve será lançado.

     Numa época que se fala tanto em diversidade, em inclusão e em respeito à individualidade, as pessoas precisam conhecer todos os tipos de integrantes do vasto universo da deficiência auditiva e de outras deficiências; Aprendo a  respeitar as necessidades intrínsecas e características de cada pessoa, havendo assim espaço para todos.

Manual da Mulher com Deficiência: quebrando paradigmas e promovendo Independência.

Mulher branca em cadeira de rodas de braços abertos em meio à natureza. Em cima nome do livro e embaixo "autor: Territorio Deficiênte"

Por: Annellyezy Aparecida

     A inclusão social da pessoa com deficiência significa torná-las participantes da vida social, econômica e política, assegurando o respeito aos seus direitos no âmbito da sociedade, pelo Estado e pelo Poder Público; sendo necessário entender que pessoas com deficiência são cidadãs, detentoras de direitos à saúde, educação, transporte, comunicação e lazer assegurado pela constituição brasileira, como qualquer outra pessoa. A inclusão, por sua vez, é um direito que poderá trazer benefícios como autonomia e independência, ajudando a falar por si. Porém, não acontece como iniciativa particular, dependendo demasiadamente de uma participação familiar. Inclusão essa que perpassa as barreiras da legislação vigente, sendo alcançada com modificação cultural, no tocante a escutar as reais demandas das pessoas com deficiência, bem como identificar e incentivar as potencialidades de tais pessoas.

      Dentro deste grupo minoritário temos as “mulheres com deficiência” que ao vivenciarem dois mundos em conjunto o da “mulher” e da “deficiência” acabam por perpassarem por estereótipos e estigmas relacionados a esses dois grupos, ou seja, sofrem o “machismo” por serem mulheres  e o “capacitismo” por terem deficiência. Sendo o “machismo” baseado na supervalorização das características físicas e culturais associadas ao sexo masculino, em detrimento daquelas associadas ao sexo feminino. E o “capacitismo” baseado na discriminação e preconceito social contra pessoas com alguma deficiência. A avaliação julgadora efetiva que pessoas possuem sobre estes grupos estereotipados, usualmente incorporado e acreditado, é a pedra central e o reprodutor mais eficaz da discriminação e da exclusão, portanto da violência.

         Então, considerando que a internet com advento das mídias sociais tem um enorme papel de inserção da pessoa com deficiência no meio social, o livro e-book “Manual da Mulher com Deficiência”, produzido por autores com deficiência, é focado nos assuntos que envolvem o cotidiano das mulheres com deficiência. Material este com dez textos sobre mercado de trabalho, sexualidade, casamento, maternidade e outros temas; escrito com linguagem simples e dinâmica facilitando o entendimento pelo mais variado publico de mulheres, em especial o das mulheres com deficiência.

Autores:

  • Patricia Lorete – 39 anos, Rio de Janeiro. Formada em Gestão de Recursos Humanos e pós-graduada em Saúde Mental e Atenção Psicossocial. Mulher com deficiência. Tem AME (Atrofia Muscular Espinhal) tipo 2. Criadora da página no Facebook e Instagram Janela da Patty.
  • Dayana Beatriz – 24 anos, São Paulo. Sou pessoa com deficiência, tenho Distrofia Muscular Congênita. Criadora da página no Facebook “Minha Cadeira, Minha Cúmplice”. Gosto de escrever e interagir quando o assunto se refere ao universo das pessoas com deficiência.
  • Damião Marcos – Sou pessoa com deficiência por sequela de poliomielite, síndrome pós pólio e ­­na sociedade.
  • Carolina Câmara – Pessoa com deficiência, tem paralisia cerebral. Formada em psicologia, especialista Semiótica psicanalítica, COGEAE – PUC-S

         Neste contexto a sociedade tende a ditar regras de como deve ser o corpo de uma mulher, de como ela deve pensar e agir; existindo regras e padrões que encaixam a mulher como “magra, de seios e quadris grandes”, e às vezes até como “bela, recatada e do lar”. E então como ficam as mulheres com deficiência que por sua vez fogem desse padrão? Tendo deficiência física que as fazem usarem cadeiras de rodas, próteses e muletas, por exemplo, ao possuírem paralisia, agenesia de membros e outros; as mulheres surdas que se utilizam de próteses auditivas como aparelhos de amplificação sonora e implante coclear e as que usam língua de sinais; as mulheres cegas e com baixa visão que utilizam bengalas e lupas de ampliação; as mulheres com deficiência intelectual como autismo que sentem incômodos em alguns lugares.

         O “Manual da Mulher com Deficiência”, por sua vez, procura ajudar a restabelecer a autoestima dessas mulheres, que estão abaladas, por não ostentarem o padrão instituído pela sociedade. Assim este livro é recheado de dicas para que tais mulheres possam melhorar as suas vidas; expondo a acessibilidade em diferentes instâncias como moda e beleza; mostrando dicas de emprego estudos, relacionamentos conjugais e outros. Visando, a partir de então, promover a independência das mulheres com deficiência.

      Desse modo para que as pessoas com deficiência possam estar minimamente incluídas na sociedade a deficiência precisa ser enxergada como um tema de direitos humanos e de desenvolvimento inclusivo sustentável, sendo tal  discussão  de extrema importância para empoderamento das mulheres com deficiência. Portanto acredita-se  que iniciativas como a desse  livro possa ser uma semente plantada para que novas iniciativas inclusivas possam vir a germinar.

Livro: Manual da Mulher com Deficiência

Formato: eBook (PDF)

Preço: 18,00

Link do material:              https://www.territoriodeficienteebooks.com/?m=1

O livro a “A Fantástica Orquestra Aceitação”

A FANTÁSTICA ORQUESTRA ACEITAÇÃO – ANNELLYEZY APARECIDA OLIVEIRA DUARTE – AUTO-PUBLICAÇÃO. ISBN: 978-65-901275-0 – INTERESSADOS ENTRAR EM CONTATO. ENVIO TAMBÉM PELO CORREIOS COM FRETE.                                                                    VENDAS EM E-BOOK:  https://hotm.art/pQrdgSiG (link).

Capa do livro        E não foi por acaso que eles se juntam!  Cada um ali tinha algo a aceitar e obstáculos a vencer, dificuldades que fizeram com que eles compartilhassem seus talentos e juntos encontrassem na música forças para vencer todas as barreiras impostas em suas vidas. Ali os sonhos não ficavam para trás! Enquanto muitos pensam que dificuldades físicas, intelectuais, auditivas ou visuais são motivos de impedimentos, eles provaram que com amor e muita dedicação sempre é possível realizar algo, por mais difícil que possa parecer.  Então, embarque na magia desta linda e emocionante história e descubra junto com Orquestra Aceitação que unidos podemos vencer.

      Com objetivo de ensinar sobre a diversidade, o livro de vinte paginas, escrito em versos conta em linguagem e desenhos simples a historia de treze animais músicos que têm deficiência, déficit de aprendizagem e outras dificuldades. Sendo ideal para se trabalhar na escola, ainda na educação infantil. Podendo ajudar também a pessoas de outras idades, afinal “aceitação” é um tema realmente relevante para as crianças e para os adultos na atualidade.

Confira o trailer do livro: 

Vídeo: Imagem da capa do livro com detalhes animais de mãos dadas, nome do livro e autora no centro. Seguindo imagens de Annellyezy lendo o livro. Adiante imagens em movimento de uma das paginas do livro com desenho do nascer do sol em floresta com arvore e violoncelo encostado. Seguindo volta imagens de Annellyezy lendo o livro. Adiante imagens detalhes em movimento de Annellyezy escrevendo; colocando aparelho auditivo no ouvido; tocando teclado; desenhando e fotografando. Por fim texto com créditos. – O vídeo está com o áudio legendado.

A autora:

É formada em Jornalismo pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba) e cursa pós graduação em “Comunicação Digital e Marketing de Dados”. Estuda e toca teclado, desenha, fotografa e gosta de escrever não apenas notícias e reportagens, mas também contos, crónicas, fábulas e poemas. Tem 23 anos, tem deficiência auditiva (oralizada) e sonha em poder ajudar outras pessoas através dos seus livros.

Confira os canais da autora

Temas trabalhados no livro:

  1.  Aceitação: ensinar a importância de se aceitar como realmente é, e nunca desistir dos seus sonhos.
  2.  Deficiência: ensinar alguns tipos de deficiências e mostrar que apesar das dificuldades é possível realizar sonhos. Quebrando assim o erróneo pensamento social de que “deficiência gera é incapaz”.
  3.  Acessibilidade e Inclusão: ensinar sobre deficiência é uma forma de tornar o tema acessível, ajudando na inclusão dessas pessoas na sociedade.
  4.  Deficit de aprendizagem: trabalha dificuldades de aprendisagem como dislexia, deficit de atenção, por exemplo, para que estes alunos possam serem incluídos em sala de aula.
  5. Saúde mental: Um dos personagens do livro, a cachorra, tem depresão devido ao abandono.
  6.  Idosos: um dos personagens do livro é um musico idoso com deficiência
  7.  Destitutórios de fala: alguns personagens tem dificuldade de fala, mas aprendem a melhorar suas vozes através da melodia.
  8.  Outros: Musicalidade e instrumentos musicas, natureza, amor aos animais.

Por que ensinar sobre deficiência e Inclusão ainda na Infância?

      A infância é como um mar de descobertas; uma época de aventuras e magia. Nessa fase ela terá seus primeiros contatos com a leitura e arte. Ademais, acredita-se na relevância e pertinência da discussão acerca das deficiências desde a tenra infância, a fim de vencer estigmas e preconceitos sociais que permeiam as pessoas com deficiência, subsidiando assim a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

 Objetivos do livro:

  1.  Ajudar a pessoas com Deficiência e seus familiares a aceitarem a deficiência e vencerem seus obstáculos.
  2. Ensinar sobre alguns tipos de deficiências,transtornos de aprendizagem, saúde mental e outros para crianças nas escolas.
  3.  Mostrar a  música, alguns tipos de instrumentos e  animais para  crianças nas escolas.
  4. Ajudar a quebrar o paradigma do capacitismo, de que deficiência gera incapacidade, ao mostrar que os animais músicos com deficiência da orquestra conseguiram alcançar e os seus objetivos.
  5. Atuar como representatividade na literatura e na mídia em torno de grupos minoritários como o da deficiência; para assim mostrar o valor da diversidade.

Público Alvo:

  1.  Crianças pequenas que aprenderam ou estão apreendendo a ler; a partir de 4 anos.
  2. Pais com filhos a partir de 4 anos.
  3. Pessoas com deficiência, deficit de aprendisagem, que buscam por representatividade.
  4. Professores da educação infantil e fundamental I.
  5. Profissionais que trabalham com deficiência, saúde mental e idosos como fisioterapeuta, proscolos, fonoaudiólogos e professores e outros.

Revisão otográfica e literária do livro:

  • Cecilia Maria de Oliveira
  • Gilberto José da Silva
  • Francy Isabelly Oliveira Macedo

Lançamento do livro:

     No dia 23 de outubro tivemos o lançamento do livro “A Fantasística Orquestra Aceitação” da autora Annellyezy na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) em pasceria com o Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI) para alunos graduandos do local. Além da autora, o evento contou com a presença do técnico em administração do núcleo Alindembergue de Araújo; o professor de inglês e poeta Gilberto José; o professor da UEPB e coordenador do núcleo Eduardo Onofre.

Imagem: Palestrantes sentados junto a mesa retangular com microfones. Na frente jarro de flores, nas laterais pequenas caixas de som. Do lado direito cinegrafista de TV com câmera. Foto Ticyany Marques. Edição: Annellyezy

      Ainda no evento a autora preparou um quadro tátil com o personagem cego da orquestra.  Sendo a arte acessível a pessoas cegas e com baixa visão constitui-se na percepção tátil da mesma através de elementos que auxiliam na construção de alto-relevo de fotografias e pinturas, por exemplo. O quadro foi pintado a mão pela aluna que utilizou cordão, conhecido como rabo de rato para preencher as linhas e finalizando com verniz; além disso foi acrescentado a descrição em braile, impressa no núcleo, e em tinta para facilitar o entendimento do material por tais pessoas. Assim o material foi entregue ao presente na mesa redonda Alindembergue Araújo que tem deficiência visual e estuda graduação a distancia em “Administração Publica” e trabalha como técnico administrativo no núcleo paceiro do evento.

Imagem: Mãos lendo descrição em braile de quadro com hiena tocando flauta em flores, desenho com textura tátil.

Quadro tátil

Reportagem feita pela TV Itararé, afiliada da rede Cultura, sobre o livro ” A Fantástica Orquestra Aceitação”. A autora conta sobre sua deficiência auditiva e como começou a escrever o livro em 2015. (Em breve vou tentar repostar o vídeo com legendas do áudio no meu canal) 

Vídeo: Imagens do apresentador, da autora e do cordenador do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Eduardo Onofre, falando sobre o tema do livro. Além de imagens da capa e dos personagens do livro.

Confira mais fotos:

Imagem: Gilberto José tocando violão junto a microfone com pedral em auditório.

Gilberto José tocando – Encerramento

Pessoal da mesa redonda, voluntários e familiares.

Pessoal da mesa redonda, voluntários e familiares. Da esqueira para Direita: Eduardo – cordeador do Núcleo Alindembergue Araújo: Técnico do núcleo. José Jorge -Mestrado de Matemática Isabel Silva -Prima Annellyezy -Autora Ticiany Marques -Mestrado em Matemática. Gilberto José – Professor e poeta.

Imagem; Pessoas em pé em auditório de eventos.

Pessoal da mesa redonda, voluntários e familiares. Da esqueira para Direita: Gilberto José – Professor e poeta Eduardo – cordeador do Núcleo Alindembergue Araújo: Técnico do núcleo. José Jorge -Mestrado de Matemática Isabel Silva -Prima Annellyezy -Autora Teresinha Oliveira- Professora de Geografia e mãe da autora. Milena Cardoso- Fisioterapeuta

Imagem: Pessoas em auditório de eventos.

Alguns palestrantes da mesa redonda junto a parte das pessoas que foram prestigiar o evento.

Apresentação no I encontro “I Encontro de Educação Musical Inclusiva”

        No dia 3 de dezembro, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) sediou o “I Encontro de Educação Musical Inclusiva”, evento promovido pelo Grupo de Estudos em Práticas Inclusivas Musicais (GEPIM), do curso de Música da Unidade Acadêmica de Arte e Mídia (UAAMI). O evento discutiu métodos de ensino musical para pessoas com deficiência, contando com apresentações orais de artigos, palestras, oficinas e apresentações musicais de pessoas com e sem deficiência.

       Tendo a palesra sobre o  livro “A Fantastica Orquestra Aceitação” com a autora que falou sobre os temas, objetivos e como surgiu o trabalho desde a inspiração, escrita até a produção do material, de dinamica e resumida. Além de contar um pouco sobre sua deficiência autiva e como se deu a sua relação com a música.  Sendo a palestra , encerrada com uma apresentação musical da autora no teclado.

Apresentação na APAE de Campina Grande.

      No dia 5 de dezembro, o livrinho “A fantástica Orquestra Aceitação”da jornalista Annellyezy Aparecida chegou na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais” (APAE) de Campina Grande na Paraíba. Com uma palestra muito divertida em que foi contado um pouco da historia da autora que tem deficiência auditiva (oralizada); como surgiu o livro e temas abordados no mesmo; mostrando também um vídeo da autora tocando teclado. Continuando com a contação da historia do livro e explicação de cada personagens, sendo feita perguntas e sorteio de dois livros entre os alunos.
Assim este livro segue estimulando pessoas com deficiência para que elas possam se . motivadas a se aceitarem e lutarem pelos seus sonhos.

Imagem: Annellyezy sentada em uma cadeira em palco de auditorio com microfone e livro em mãos sendo lido.

Resenhas e Divulgações

        O livro “A Fantástica Orquestra Aceitação” caiu nas mãos da Mayra, do canal “Quem não viu a Mayra vê”, ela tem deficiência visual e é formada em Serviço Social, tendo recebido o livro em braile. A mesma dá a sua opinião sobre o material de uma forma simples e espontânea. O vídeo tem a opção de “legendas colaborativas” ativadas para quem quiser ajudar a legendar.

    Passando também mãos da Laísa Cardoso, ela tem baixa visão e possui graduação mestrado em “Ciência Política”, tendo desde 2016 o canal no YouTube “Passeadiante com Larissa Cardoso”. Nesse vídeo ela mostra de forma simples e intuitiva a sua opinião sobre o livro fazendo interligação com o dia internacional da mulher, 8 de Março, ao citar Annellyezy, mulher com deficiência auditiva e autora do livro.

   Já a Sheila Ozsvath, formada em  “Comunicação social – Publicidade e Propaganda” fez um textinho no instragram contando a sua experiência com o livro.

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Recebi o livro infantil "A fantástica orquestra aceitação" escrito por Annellyezy e estou apaixonada pela temática e a forma doce, simples e clara que ela retrata o nosso universo repleto de diversidade. . O livro de 2019 traz em forma de poema a história de uma orquestra de animais, e todos têm algum tipo de deficiência. Longe de ser capacitista o livro literalmente apresenta a harmonia social proveniente da aceitação do outro independente das deficiências. . Muitas vezes passei pela situação de crianças me perguntarem sobre minha deficiência, não entenderem e estranharem meu corpo entre outro ditos normais. Falar sobre pessoas com deficiência não é um assunto que os pais costumam trazer para a criação dos filhos, por não saberem como ou por o julgarem desnecessário. . Se a família e educadores tratassem o tema de forma clara e sem rotular pessoas com deficiência como inferiores e incapazes, poderíamos numa velocidade bem maior construir muitas orquestras sociais harmônicas. . Fica a minha super recomendação desse trabalho para uso nessa construção de uma geração menos capacitista. . E meu respeito pela @annellyezy que é uma escritora com deficiência com um trabalho lindo. Escreve mais Anne! . Texto: Sheila Ozsvath Foto: @fotografia.fer . #ParaTodosVerem Foto do meu rosto de fundo com a foto do livro sobreposta no canto direito e a frase "livro: a fantástica orquestra aceitação" . #LeiamMulheresComDeficiencia #pcd #livrolido #recebidos #livroinfantil #afantasticaorquestraaceitaçao

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    A Patricia Lorete  que é Formada em “Gestão de Recursos Humanos” e   tem AME (Atrofia Muscular Espinhal), a mesma divulgou o livro em sua pagina no Facebook e Instragam após comprar e ler o e-book.

Além destas, outras paginas no Facebook e Instragram divulgaram o livrinho.

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📗Com objetivo de ensinar sobre a diversidade, o livro infantil de vinte páginas, escrito em versos, conta a história de treze animais músicos que têm deficiência, dificuldades de aprendizagem e outras características em seu desenvolvimento. É um material indicado para trabalhar nas escola, bem como auxilia pessoas de outras idades, afinal inclusão é um tema realmente relevante para todas as idades. ⠀ 📝A autora Annellyezy Aparecida, 23 anos, é formada em jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba- UEPB, possui perda auditiva, usa próteses é oralizada e fez da sua deficiência a motivação para escrever seu primeiro livro. ⠀ É sobre se aceitar e entender o próximo com suas limitações que trata o livro. ⠀ #timelineacessível ao fundo verde vemos uma mão segurando o livro “A Fantástica Orquestra Aceitação”

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A MÍDIA: UMA DIFUSÃO DE CONCEITOS

Fundo neutro com computador, table e celular. Na tela dos dois primeiros equipamentos a imagem de vídeo de rapaz mexendo no computador com uma janela de intérprete de libras e legendas em texto. Na parte superior escrito

 Por: Annellyezy Aparecida

  A mídia, como influenciadora da sociedade, tem um enorme papel na inserção da pessoa com deficiência no meio social, a partir do momento que tenta mostrá-los em novelas, filmes, programas de TV ou rádio e reportagens jornalísticas. Dessa forma, os profissionais de comunicação, em especial os jornalistas, como formadores e agentes conscientizadores da população devem contribuir para transmissão de informações sobre o tema de maneira clara e objetiva.

   Porém isso nem sempre acontece, informaçõs e terminologias errôneas, a exemplo de “portador de deficiência”, “surdo-mudo”, “mongoloide” “defeituoso”, “pessoa normal”, entre outras, continuam a ser proferida pela imprensa brasileira provando que muitos profissionais da mídia conhecem pouco a legislação do país e, por essa razão, raramente se beneficiam dela em suas matérias e investigações de casos como este (ESCOLA DA GENTE – Comunicação e Inclusão, 2002).

     As pessoas com deficiência e familiares, por sua vez, nem sempre são conhecedores de seus direitos, não poucas vezes revelam uma visão defasada de sua condição. Cabe então aos jornalistas procurar mudar esta realidade a partir de divulgações atualizadas em reportagens sobre o assunto abordando com o mesmo teor e perseverança que abordam outros temas como política e economia, cultura, saúde, interrogando diversas fontes, desde as próprias pessoas com deficiência, profissionais de educação e saúde até mesmo o Ministério Público de maneira crítica em relação aos acontecimentos e falas de seus entrevistados. Fazendo antes de tudo uma pesquisa relevante sobre o tema para evitar a reprodução de equívocos.

     Para que uma reportagem, em vídeo por exemplo, seja minimamente inclusiva, será preciso não apenas tratar do tema “deficiência”, mas conter em seu percurso ferramentas de Legendas para pessoas com perdas auditivas (surdos oralizados), Janela de Libras (Língua Brasileira de Sinais) para surdos sinalizados e audiodescrição ou alternativa com descrição em texto para pessoas cegas e pessoas com baixa visão. Então, cabe questionar o porquê profissionais da área de comunicação não costumam ler e estudar sobre o tema deficiência e inclusão? E por qual motivo ele não é abordado em disciplinas da maioria das universidades da área? (BRASIL,2015)

    Segundo o Livro “Diversidade: Mídia e Deficiência” desenvolvido pela Fundação Banco do Brasil e pela ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância com parceira da Escola Da Gente – Comunicação e Inclusão:

“É imprescindível que o jornalista conheça conceitos básicos como inclusão, ambiente inclusivo, trabalho inclusivo, educação inclusiva, direitos das pessoas com deficiência. O conceito de inclusão é uma conquista no campo dos direitos humanos modernos, em plano nacional e internacional, com o objetivo de dignificar toda a diversidade humana” (VIVARTA, et al. 2003 p.37).

    E uma das chaves do problema é entender que pessoas com deficiência são cidadãs, detentoras de direitos à saúde, educação, transporte, comunicação e lazer assegurado pela constituição brasileira, como qualquer outra pessoa. Os profissionais da imprensa têm por dever democratizá-los para assim desconstruir o errôneo pensamento social de que pessoas com deficiência são incapazes” contribuindo para a inclusão e aceitação da diversidade.

Vídeo da Série “Respondendo sobre Deficiência” com o tema “Mídia e Deficiência”:

Bliografia:

BRASIL. lei nº 13.146/2015. Secretaria de Editoração e Publicações. Brasília: 2015. Disponível em: <https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/513623/001042393 .pdf?sequence =1>Acesso em 30 de julho de 2016

ESCOLA DA GENTE – Comunicação e Inclusão. Manual da mídia legal: jornalistas e publicitários mais qualificados para abordar o tema inclusão de pessoas com deficiência na sociedade. Rio de Janeiro: WVA, 2002. Disponível em: <http://www.escoladegente.org.br/publicacoes/&gt;. Acesso em: 20 agosto de 2016

VIVARTA, Veet, coordenação, Diversidade: Mídia e Deficiência. Brasília: Andi; Fundação Banco do Brasil, 2003. Disponível em: <http://www.escoladegente.org.br/publicacoes/&gt; Acesso em: 15 setembro de 2016

História de Matheus Soares

Matheus Soares tem 21 anos é estudante de Arte e Mídia na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) no Campos I. Ele tem perda auditiva severa, genética de nascença, é oralizado e utiliza aparelhos auditivos, sendo do Rio de Janeiro veio morar na Paraíba para fazer faculdade. Entende-se assim que os surdos oralizados são surdos congênitos ou adquiridos que utilizam qualquer língua oral para se comunicar, na modalidade oral, orofacial, também denominada de leitura labial e/ou leitura e escrita.

Descrição do vídeo: Imagens de perfil de Matheus Soares mexendo no celular encostado em alpendre, no fundo galhos de arvore. Após imagens do mesmo sentado em sala com fundo branco respondendo às perguntas da entrevista. Seguindo imagens de Matheus andando por corredores de prédio da UEPB, local onde foi gravado a entrevista.  Adiante volta as imagens de Matheus sentado respondendo as perguntas. Por fim novamente imagens dele mexendo no celular.

Observação: Entrevista gravada na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) na Central de Aulas; Bairro Bodoncongó: Campina Grande, Paraíba.

Filmagem, edição ,áudio e entrevista: Annellyezy Aparecida

Interprete de LIBRAS: Jeane Leal

Legendas: Alexandre Cesar

História de João Oliveira

João Marinho de Oliveira de 48 anos tem deficiência física nos pés desde os três anos de idade devido a paralisia infantil. Ele trabalhou por oito anos na empresa Zona Azul de estacionamento e a dezesseis anos é técnico de enfermagem. João é natural de Boqueirão –PB, mas se mudou para Campina Grande -PB, onde vive até hoje, para estudar e trabalhar.

Descrição: João Oliveira andando por uma rua na cidade de Boqueirão-Pb. Após João respondendo às perguntas da entrevista sentado em puff de espuma ao lado de um abajur com banca de vidro e jarro de flores em cima, no fundo parede verde. Adiante novamente imagens João andado pelas ruas de Boqueirão. Seguindo volta as imagens do entrevistado respondendo as perguntas. Por fim imagens de João ando pelas ruas da cidade.

Filmagem, edição ,áudio e entrevista: Annellyezy Aparecida

Interprete de LIBRAS: Jeane Leal

Legendas: Alexandre Cesar

História de Germana Rego

Germana Rego tem 49 anos e contem deficiência múltipla (motora e auditiva) em decorrência da Paralisia Cerebral (PC). Ela é funcionária da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE de Campina Grande e artista plástica, praticando pintura de quadros e reciclagem de matérias. Além disso faz aulas dança de Bolero.

Descrição do Vídeo: Conceição Rego, diretora da APAE, sentada em uma cadeira com mesa em sala com fundo branco ao lado de sua filha Germana respondendo as perguntas da entrevista. Após imagens de Germana em biblioteca sentada olhando livros de desenhos confeccionados pela mesma. Seguindo volta a imagem de Conceição respondendo a entrevista e no mesmo local Germana é entrevistada. Adiante fotos de Germana dançando em apresentações culturais, pitando quadros, fazendo cursos de doces e em exposições de telas sua. Depois depoimento sobre Germana com Dheimes Samara, professora de Artes da APAE, em sala com matrias de confecções de artesanatos, seguindo com imagens de telas pintadas por Germanas. Por fim volta imagem de Germana sendo entrevista.

Filmagem, edição ,áudio e entrevista: Annellyezy Aparecida

Agradecimentos: APAE de Campina Grande

Interprete de LIBRAS: Jeane Leal

Legendas: Alexandre Cesar

História de Alindebergue

Alindebergue Araújo de Oliveira tem deficiência visual, cegueira, condição caracterizada pela perda da habilidade de enxergar, mesmo com a melhor correção. Mora em Campina Grande e trabalha como técnico administrativo no Centro de Acessibilidade da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

Descrição do vídeo: Alindebergue andando com uma bengala pelas do elas rampas do prédio da CIA -Central de integração de aulas da UEPB. Logo apos Alinderbergue em uma cadeira com mesa na sala do Núcleo de Acessibilidade da UEPB respondendo as perguntas da entrevista, e ainda na mesma sala ele mexendo no computador através de um leitor de tela e teclado do mesmo. Adiante volta as imagens de Alinderberg sentado respondendo as perguntas da entrevista.

Filmagem e edição: Annellyezy Aparecida

Áudio e entrevista: José Leal

Auxilio: Joalison e Rogerio Santos.

Interprete de LIBRAS: Jeane Leal

Legendas: Alexandre Cesar

História de Thercio Medeiros

Thercio Medeiros tem 21 anos é estudante de Jornalismo na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) no campos I Campina Grande. Ele tem Paralisia Cerebral (PC), um termo geral que engloba manifestações clínicas muito variadas, que têm em comum a dificuldade motora em consequência a uma lesão cerebral.

Descrição do vídeo: Thercio andando em sua cadeira de rodas pelas rampas do prédio da CIA -Central de integração de aulas da UEPB. Logo após  Thercio em sua cadeira de rodas em sala de aula respondendo as perguntas. Entrevista com João Augusto, tutor de Thercio, com fundo neutro de uma parede. Adiante volta as imagens de Thercio sentado na sala de aula respondendo as perguntas. Por fim novamente a imagens de Thercio andando em sua cadeira de rodas pelas rampas da UEPB.

Filmagem e edição: Annellyezy Aparecida

Áudio e entrevista: Fabiana Silva

Interprete de LIBRAS: Jeane Leal

Legendas: Alexandre Cesar

Para quer dizer “eu te amo?

Coração de veludo pendurado na parede

         Ao longo de minha vida juvenil sempre pensei sobre “o que amo?”, sempre falei para minha mãe, desde criança, “Eu te amo”, escrevia cartinhas para ela, tentando demonstrar e escrever o meu carinho, dizendo o quanto ela é leal, apesar de escrever “leao”; sempre dizia a alguns de meus familiares “eu te amo”, inclusive aos meus animais, os quais eu tinha certeza que entendiam muito bem o recado.

       Quando tinha mais ou menos 10 anos de idade, resolvi pegar um dicionário e ver a definição de amor, e o que encontrei no dicionário Aurélio foi “1 Sentimento belo, que impele as pessoas para o que se lhe afigura belo, digno ou grandioso. 2 Grande afeição de uma outra pessoa do sexo oposto. 3 Afeição, grande amizade, ligação espiritual”. Isto não foi o suficiente para me convencer sobre “O que é o amor?”.

     O mundo está cheio de pessoas que dizem “eu te amo”, mas não cumprem o que falam. Quantos não já disseram “eu te amo” a seus pais, por exemplo, e de repente aparecerem estampados em uma página de jornal a seguinte manchete “filho mata pai?” Para mim, isto passa longe de amor, longe de ser qualquer bom sentimento que exista nesta vida. Isto é ódio, um dos piores sentimentos que vem desgraçando muitas famílias ao longo de toda humanidade.

           Desde o final da minha adolescência, venho entendendo que o amor vai muito além de dizer “Eu te amo”, muito além da cartinha, é um ato que só se define com o tempo e atitudes que jamais serão encontradas em uma pessoa que não sabe amar.

       O amor existe de diferentes maneiras, mas com um único objetivo: tentar fazer, àqueles que amamos, felizes. Acredito que sei amar, amo minha mãe, minha família, inclusive meus animais e plantas. Tento não ter raiva de ninguém, muito menos considerar alguém como inimigo, por mais chata que esta pessoa seja. Sempre tive certeza que meus amores me correspondem, pois me ajudam nas horas que mais preciso.

       Assim para entender o amor, tenho sempre em mente um texto bíblico o qual considero uma das mais perfeitas definições de amor Respondeu Jesus: ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’”. Mateus 22:37-39 (acf) . Ao ver isto, entendo que conseguir amar seu próximo não é a maior das dificuldades do ser humano, a dificuldade consiste em amar seu próximo como a si mesmo, portanto, quando leio, entendo que o próximo pode não ser apenas um ser humano, mas um animal, uma planta; animais, por exemplo, sabem amar inclusive muitos deles talvez até mais que certos humanos que dizem “eu te amo” como se fosse um disco arranhado, lançado do radio para fora.

       Portanto cabe a nós mesmos praticar o amor, não apenas o amor, mas o verbo amar, fazer desta ação a mais bela felicidade de nossas vidas. Cabe a nós, consolarmos a quem amamos nas horas difíceis da vida, tentando ajudá-los a superar cada dificuldade imposta pela vida. Ajudar é uma forma de dizer “eu te amo’’ com um simples gesto de amor e carinho”.

                                                                                   Escrito em 15 de janeiro de 2014